14 de novembro de 2013

✽ Resenha: Herdeiros de Atlântida - Eduardo Spohr

Filhos do Éden #1
Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus
Ano: 2011
Gênero: Ficção
Páginas: 473
Nota: 
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Há uma guerra no céu. O confronto civil entre o arcanjo Miguel e as tropas revolucionárias de seu irmão, Gabriel, devasta as sete camadas do paraíso. Com as legiões divididas, as fortalezas sitiadas, os generais estabeleceram um armistício na terra, uma trégua frágil e delicada, que pode desmoronar a qualquer instante. Enquanto os querubins se enfrentam num embate de sangue e espadas, dois anjos são enviados ao mundo físico com a tarefa de resgatar Kaira, uma capitã dos exércitos rebeldes, desaparecida enquanto investigava uma suposta violação do tratado. A missão revelará as tramas de uma conspiração milenar, um plano que, se concluído, reverterá o equilíbrio de forças no céu e
ameaçará toda vida humana na terra. Ao lado de Denyel, um ex-espião em busca de anistia, os celestiais partirão em uma jornada através de cidades, selvas e mares, enfrentarão demônios e deuses, numa trilha que os levará às ruínas da maior nação terrena anterior ao dilúvio – o reino perdido de Atlântida.
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*Atenção! : Nenhuma resenha contêm spoiler.*

   Oi leitores, como vão? Aqui é a Isa e hoje vou resenhar o livro Herdeiros de Atlândida, da série Filhos do Éden de Eduardo Spohr.

   Depois da mais épica das batalhas, o que poderia vir? Algo poderia ser ainda mais grandioso que o final dos tempos? Claro que não. E que tal então uma mudança de 180º no foco, nos tirando das alturas e nos deixando tão próximos do chão que dá até pra sentirmos o cheiro da terra? Pois é exatamente esta a sensação do leitor de Filhos do Éden, do autor carioca.
   O livro é narrado em terceira pessoa, conhecemos já no início a personagem Rachel, que pensava ser humana, mas na verdade é uma arconte (líder de um exército rebelde e chamada Kaira.) Ela não se lembra de que na verdade é um anjo, pois lhe apagaram parte da memória. Enquanto isso, levava a vida como uma universitária na faculdade de Santa Helena, mas os anjos Urakin e Levih são enviados a terra na missão de encontrá-la.
   Enquanto isso nos céus, os arcanjos Gabriel e Miguel estão em guerra, pois Miguel pretende acabar com a humanidade, já Gabriel está do lado dos humanos. Kaira tinha uma missão antes dessa “perda de memória” e ela tem de ser cumprida, senão Miguel poderá ganhar essa batalha, o que garantiria a destruição dos humanos. 
   Junto com Denyel, um anjo exilado na Terra que está em busca de anistia, ela parte para uma jornada de tirar o fôlego, enfrentando demônios, deuses, trilhando um caminho que os leva as ruínas da maior nação terrena anterior ao dilúvio, Atlântida.
   Ao longo do livro, passamos a conhecer as divisões do céu e até mesmo do inferno, as castas dos anjos (que podem se mostrar bons ou maus), o interesse de cada lado dessa guerra e o risco que os humano correm. 
   O leitor é apresentado à várias dimensões diferentes da história, então o foco não é fixo, somente em Kaira e Denyel. Isso dá ao livro uma característica mais complexa, entretanto necessária, pois assim podemos entender as coisas melhor e ir mais fundo nessa aventura. 
  Quando lemos Filhos do Éden, a sensação que temos é de estarmos dentro da história observando tudo, fazendo parte, sentindo e adentrando uma aventura fantástica. Essa é a estratégia de Eduardo Spohr.

   Confesso que em alguns momentos me emocionei, em outros me diverti com o jeito de Denyel: arrogante. Mas ele tinha algo que me atraia, a personalidade irreverente e real. A impressão que tive é que ele, assim como os demais personagens, poderiam ser reais.
   Ao terminar de lê-lo, fiquei sem palavras e pensei: “por que não li antes?” haha

   Este é um livro muito bem escrito e organizado, com uma narrativa envolvente do início ao fim, de muita criatividade e personagens super interessantes. Ou seja, me deixou muito empolgada o suficiente para querer ler o segundo “Anjos da Morte” (que também resenharei aqui *.*).

Bom feriado! Beijos.





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