28 de dezembro de 2013

✽ Resenha: Anjos da Morte - Eduardo Spohr

Filhos do Éden – Anjos da Morte
Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus
Ano: 2013
Gênero: Ficção
Páginas: 586
Nota: 
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Desde eras longínquas, os malakins, anjos estudiosos e sábios, observam em silêncio o progresso do homem. Mas eis que chega o século XX, e com ele as armas modernas, a poluição das indústrias, afastando os mortais da natureza divina, alargando as fronteiras entre o nosso mundo e as sete camadas do céu.
 Isolados no paraíso, incapazes agora de enxergar o planeta, esses anjos solicitaram a ajuda dos “exilados”, celestiais pacíficos, que havia anos atuavam na terra. Sua tarefa, a partir de então, seria participar das guerras humanas, de todas as guerras, para anotar as façanhas militares, os movimentos de tropas, e depois relatá-las a seus superiores alados.
 Sob o disfarce de soldados comuns, esse grupo esteve presente desde as praias da Normandia aos campos de extermínio nazistas, das selvas da Indochina ao declínio da União Soviética. Embora muitos não desejassem matar, foi isso o que lhes foi ordenado, e o que infelizmente acabaram fazendo.
 Repleto de batalhas épicas, magia negra e personagens fantásticos, Filhos do Éden: Anjos da Morte é também um inquietante relato sobre o nosso tempo, uma crítica à corrupção dos governantes, aos massacres e extremismos, um alerta para o que nos tornamos e para o que ainda podemos nos tornar.
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*Atenção! : Nenhuma resenha contêm spoiler.*
                                                  
   Oi gente, aqui é a Isa e dessa vez vou resenhar o livro Filhos do Éden – Anjos da Morte do autor brasileiro Eduardo Spohr :)


   Anjos da Morte é o aguardado segundo volume da saga Filhos do Éden, e também é um livro bem mais complexo e maduro do que o anterior, mais importante também — bem, foi isso que senti. Diferente de Herdeiros de Atlântida, agora a superficialidade com a qual foi abordado o passado de Denyel é deixada de lado e Spohr se embrenha na história do exilado nas guerras que teve como missão para entender a humanidade e sua evolução. A maior das batalhas, claro, a 2ª Guerra Mundial, marca o início da corrida armamentista e tecnológica dos humanos e também o ponto de partida para as piores decisões que nosso querubim já fez em sua vida não tão eterna.

   Paralelamente, continuamos a acompanhar a jornada de Kaira, Urakin e Ismael, com a ishim voltando suas forças em salvar Denyel, desobedecendo as ordens de Gabriel. Guerras, desespero, traições e misticismo, me senti confortada com esse livro. Quem está acostumado a ler todo tipo de fantasia sabe que um livro não pode ser criticado por seu número de páginas, mas sim em como o autor decide seguir sua trama, de quão bem ele vai saber usar seu espaço, e mesmo eu, já acostumada com a escrita de Eduardo Spohr, me surpreendi com seu novo livro. Apesar disso, achei a arte gráfica da capa das piores, muito apagadinha. Pelo menos, condiz com a história.

   O personagem já está tão completamente acostumado com o que se deparava na Europa na década de 50, que a única coisa que o surpreendia não era a capacidade humana de seguir em frente, mas em como nós decidimos fazer isso, como nos adaptamos e quem cai nas maiores adversidades. Mesmo eu gostando de uma visão mais lírica e poética para narrar esse panorama, foi bom — e ideal para nosso personagem — encontrar algo retratado por um guerreiro.

   O livro espelhou bem o que mais caracteriza não só os humanos, mas a vida e energia em si: somos falhos. Mesmo os anjos, em toda sua grandeza, falham. Até Denyel em sua busca para ser um completo sacana, deixa a desejar com suas atitudes dignas. Há outras qualidades em Anjos da Morte que me ganharam, mas, principalmente, senti que ele foi particularmente escrito para mim. Essa foi a grande jogada, sentir que esse livro foi um presente e é provável que a cada dez leitores, nove sintam o mesmo.

   Enfim, sei que a reação de tudo o que aconteceu só será revelada no próximo livro, Paraíso Perdido, mas já tenho algumas hipóteses e espero acertar algumas delas.


Boas festas!


2 comentários:

  1. Já ouvi muita gente falar coisas boas sobre esse livro, estou em curiosa para lê-lo, adorei sua resenha Isa!

    Beijos
    whoisllara.com

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